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ERA UMA VEZ – IAM


ERA UMA VEZ

Assim começa frase de
saudosista

No meu
tempo…
E por
mais que insista

Não sabe que
agora é o tempo

Só no agora esse
tal saudosista

Existe, fora isso,
a mesma história:

Se futuro,
imaginação; se passado, só memória.

 

Só se ganha experiência
sendo inteiro no instante.

O resto é coisa ilusória: o tempo se vai, nem avisa:

Não me
faça poesia,
 que não
eleva nem alça,

Não paga sua camisa,
deixa a gente sem calça,

Veja só, já se
foi tudo. Foi embora tudo, tudo.

Como Vovó
dizia, no puro palavreado,

(Não fique chocado): Ou calça
de veludo, 

Ou cu de fora!

 

IAM

Frazo de sopirulo
tiel komencas,

Dum mia tempo…
Ju pli li insistu

Ne scias, ke
nun’ estas la tempo.

Nur nun ekzistas
la sopiristo.

For tio, jen la
sama historio:

Estonte, imago-povo; pasintece, nur memoro

 

Oni nur
gajnas sperton estante tute en nuneco

Cetero, iluzia
afero: tempo iras sen avizo:

Poezion ne min faru: ĉar valoras eĉ duono

Ne pagas vian ĉemizon, restas ni sen pantalono,

Vidu vi: ĉio
foriras. Ĉio, ĉio iris for

Kiel diradis
Avinjo, laŭ tipa vortumado,

Ne restu vi iel ŝokita, en konfuzo:

Aŭ velura pantalono, 

Aŭ nuda anuso!

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